Danos ambientais em reservas marinhas: o que a comunidade denuncia
Voltar ao Blog
Ecología

Danos ambientais em reservas marinhas: o que a comunidade denuncia

C
CDB
18 de maio de 2026 1 min leitura

Fundeio sobre posidonia, descargas residuais e extração de coral vermelho. 14% do coral mundial perdido entre 2009 e 2019 (PNUMA). Capacidade de carga turística sem aplicação na maioria dos destinos. Mergulhadores: contacto acidental com barbatanas.

Os mergulhadores denunciam sistematicamente a ancoragem de embarcações sobre pradarias de posidónia, o despejo de águas residuais em zonas como Tarifa, e a extracção ilegal de coral vermelho. Aponta-se a inacção das autoridades ambientais perante estas infracções. O encerramento de acessos a enseadas protegidas gera debate sobre se as restrições são suficientes ou chegam tarde demais.

Os estudos demonstram que em locais de mergulho intensivo ocorre redução da cobertura coralina, mudança na estrutura do recife e perda de biodiversidade a longo prazo. O dano físico mais comum é a ruptura de corais ramificados por contacto acidental com barbatanas ou equipamentos. À escala global, o mundo perdeu aproximadamente 14% do seu coral entre 2009 e 2019, segundo dados do PNUMA, e quase metade dos ecossistemas coralinos desapareceu desde a era pré-industrial. A capacidade de carga turística continua sem se aplicar de forma sistemática na maioria dos destinos.