Medusas no Mediterrâneo: proliferação, causas e o que o mergulhador deve saber
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Vida Marina

Medusas no Mediterrâneo: proliferação, causas e o que o mergulhador deve saber

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5 de agosto de 2026 1 min leitura

Mediterrâneo semifechado: as concentrações não se dispersam. Aquecimento da água, sobrepesca e eutrofização. Pelagia noctiluca e Velella já presentes todo o ano. Salpas e ctenóforos interferem na pesca e nas centrais elétricas.

As invasões de caravelas-portuguesas na Galiza, as medusas no Mar Menor e os avistamentos de salpas ou ctenóforos são temas recorrentes entre mergulhadores. A comunidade relaciona a proliferação destas espécies com o aquecimento do mar, a sobrepesca dos seus competidores naturais e a eutrofização costeira. O debate inclui se algumas proliferações são naturais ou sinais de desequilíbrio ecológico profundo.

O Mediterrâneo é especialmente vulnerável porque, sendo um mar semifechado, as concentrações locais não se dispersam. Os principais factores são o aquecimento da água, a sobrepesca que elimina predadores-chave como atuns, peixes-lua e tartarugas, e a eutrofização costeira. Espécies como Pelagia noctiluca alteraram o seu ciclo sazonal e detectam-se praticamente durante todo o ano em zonas onde antes só apareciam na época. Os organismos gelatinosos para além das medusas também interferem com a pesca de arrasto e as tomadas de água de centrais eléctricas.

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