Conhece os navios afundados da Costa Brava
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Conhece os navios afundados da Costa Brava

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CDB
28 de maio de 2024 3 min leitura

É apaixonado pela exploração submarina e pela história marítima? A Costa Brava, com as suas águas cristalinas e história rica, é o lugar perfeito para descobrir navios afundados que narram histórias fascinantes do passado. Neste artigo, levamo-lo numa viagem pelos mais impressionantes navios afundados da Costa Brava, revelando os segredos e mistérios que se escondem sob as ondas.

Todas as imersões, incluindo as de navios afundados, requerem uma preparação adequada do mergulhador. Neste artigo, poderá conhecer vários navios afundados na Costa Brava com diferentes níveis de dificuldade, que dependem da profundidade e da complexidade da imersão.

Dificuldade Baixa

Nome do navio: Cotenti

Lugar: L'Escala

Profundidade: 6-12 m.

História: O navio foi construído em 1940 e naufragou no dia 8 de setembro de 1963, quando se dirigia para ser desmantelado. Devido à tramontana, soltou-se de um reboque e chocou contra as rochas da Punta de Cinc Sous após ficar à deriva.

Nome do navio: El Melchuca

Lugar: Roses/Cala Montjoi

Profundidade: 5-17 m.

História: O navio naufragou no ano de 1968, devido a um grande temporal, por causa do choque com o ilhéu Massa d'Ors, que provocou uma importante via de água. O Capitão decidiu rumar a Roses, mas o estado do navio impediu o seu objetivo e finalmente naufragou na Cala Montjoi, frente ao ilhéu de Bergantí.

Dificuldade Média

Nome do navio: Reggio de Messina

Lugar: Montgrí

Profundidade: 24-32 m.

História: O Reggio de Messina transportou comboios e passageiros durante muitos anos. O seu comprimento chegava aos 122 metros e o calado aos 6. No ano de 1987, pretendeu-se que se tornasse numa sala de festas para ser mais uma atração durante as Olimpíadas de Barcelona 1992, mas tal não foi possível devido a um incêndio. A Generalitat de Catalunya decidiu afundá-lo para o converter em biótopo marinho a cerca de 2 milhas de L’Estartit, próximo da zona da ponta de La Foradada. Com o passar do tempo, partiu-se e dividiu-se em três partes principais, adernado para bombordo.

Nome do navio: Boreas

Lugar: Palamós

Profundidade: 25-32 m.

História: É um navio com uma história muito curiosa. Originalmente chamado Pellworn, era um rebocador de alto mar alemão que participou na II Guerra Mundial, passando, ao terminar a guerra, a pertencer à Marinha dos Estados Unidos e finalmente a uma companhia de navegação com sede no Panamá. Embora o seu fim último fosse trabalhar na prospeção de petróleo, foi utilizado para contrabando e, em 1985, detido com uma grande quantidade de haxixe à altura da costa de Begur. Requisado, ficou abandonado no porto de Palamós. Passados vários anos, centros de mergulho (Nautilus e La Coma) compraram o navio com a intenção de o afundar na Llosa de Palamós, após a eliminação de saliências perigosas para submarinistas, e convertê-lo, como é hoje, num navio afundado com uma das imersões mais populares da Costa Brava.

Dificuldade Alta

Nome do navio: El Marmoler

Lugar: L'Escala

Profundidade: 32-42 m.

História: É um navio italiano que transportava mármore e que, após uma tempestade, encalhou perto da Punta Trenca Braços em maio de 1971. O seu nome real é Avvenire, mas tornou-se muito conhecido como El Marmoler pela carga que transportava e que ainda conserva a bordo. É uma imersão para mergulhadores experientes.

Nome do navio: Saint Prosper

Lugar: Roses

Profundidade: 37-60 m.

História: É um cargueiro francês, também chamado de “petroleiro”, que naufragou em março de 1939 ao embater numa mina colocada no período da Guerra Civil, partindo o navio ao meio e afundando-se tão rapidamente que a tripulação, 27 pessoas, pereceu por não ter tido qualquer oportunidade de escapar. No momento do naufrágio, o navio transportava 300 toneladas de petróleo bruto em bidões.

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